Resenha: Bom dia, Verônica

junho 08, 2018

Em "Bom dia, Veronica", acompanhamos a secretária da polícia Verônica Torres, que, na mesma semana, presencia de forma chocante o suicídio de uma jovem e recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Com sua habilidade e sua determinação, ela vê a oportunidade que sempre quis para mostrar sua competência investigativa e decide mergulhar sozinha nos dois casos. No entanto, essas investigações teoricamente simples se tornam verdadeiros redemoinhos e colocam Verônica diante do lado mais sombrio do homem, em que um mundo perverso e irreal precisa ser confrontado.

Conheci essa obra depois de passar um dia na livraria e uma das vendedoras a indicar para leitura. Eu estava à procura de livros publicados pela Darkside Books, pois estou acompanhando todos os lançamentos dessa editora desde Em Algum Lugar nas Estrelas, e Bom dia, Verônica me foi apresentada. Por mais que eu não tenha comprado na época, encontrei o livro na biblioteca pública depois de algumas semanas e, lembrando-me do conselho da vendedora, emprestei a obra e no mesmo dia comecei a folhear suas páginas.



Bom dia, Verônica gira em torno da história de Verônica Torres, uma policial que se transformou em secretária de um delegado de polícia na DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) na cidade de São Paulo em decorrência de uma tentativa de suicídio. Apesar de conformada com sua posição, ansiava por mais, desejava mais do que preencher papeladas burocráticas, e foi a partir disso que ela passou a investigar dois casos que deixaram as páginas do livro marcadas por suspense, medo e adrenalina.

A narrativa é dada a partir de dois pontos de vista, mas a história não é prejudicada por isso. Enquanto há capítulos em que mostra a busca de Verônica para descobrir o que havia por trás do suicídio de Martha, uma mulher que se jogou da janela após não ter conseguido ajuda da polícia em relação ao fato de ter sido enganada e roubada por alguém com quem se relacionou na internet, e entender mais a respeito de Janete, alguém que a contata dizendo que o marido a obriga a participar de diversas atrocidades, existem partes em que é narrado sob o ponto de vista da própria Janete, que procura desvendar o homem misterioso com quem se casou.




Com 256 páginas, o thriller policial foi escrito pela autora de pseudônimo Andrea Killmore e por vezes a protagonista se confunde com quem escreve, tanto que desde o começo considerei que a história pudesse ser baseada em diversos fatos reais pelos quais Killmore tivesse passado e por essa razão não quisesse revelar sua real identidade. 


É um livro que já no primeiro capítulo me ganhou por sua leitura fluída e pela obra se iniciar de modo eletrizante. No entanto, em alguns momentos dela, principalmente no que se refere ao desfecho, me vi completamente frustrada com Verônica e só a partir de uma reflexão profunda acerca da personalidade da protagonista é que fui entender o que Andrea Killmore escreveu.

O entrelaçamento de atos heroicos e outros extremamente questionáveis fizeram com que eu terminasse a leitura questionando com descrença diversas de suas atitudes, mas que me fizeram entender logo depois que a autora não pretendia somente destrinchar a personalidade de um serial killer. Ela pareceu querer também apresentar de uma forma profunda características da mente de uma suposta "heróina", de alguém que, apesar de ter atos admiráveis, era uma pessoa com momentos de desequilíbrio.

Verônica anotava todos os passos que deveria dar em relação aos casos que estava investigando, porém, na hora de colocá-los em ação, notava-se que seus planos apresentavam falhas e por vezes eram contrários ao que a lei realmente defendia.

A vida é assim: você faz cem coisas certas, mas os sacanas só se lembram de uma coisa errada. É injusto pra caramba e injustiça dói na alma.

Título: Bom dia, Verônica

Autor(a): Andrea Killmore

Publicação: Editora Darkside

ISBN: 9788594540171 | SKOOB

Gênero: Thriller/ Mistério/ Suspense

Páginas: 256

Você Pode gostar também

0 comentários