Crítica: O Rei do Show (The Greatest Showman)

julho 11, 2018

P. T. Barnum, um showman que tem uma tendência natural de enganar seu público, decide montar um circo na esperança de ficar famoso. Durante sua saga há ainda uma importante questão pendente em sua vida, uma paixão cega pela cantora Jenny Lind.
De origem humilde, P. T. Barnum sempre viveu com muito pouco enquanto sonhava com um mundo mágico. Ele e seu pai trabalhavam para um patrão rigoroso cuja filha despertou sentimentos em Barnum. Apesar dela começar a frequentar um internato, eles se correspondiam por cartas e planejavam um futuro encantador e envolto em magia. Quando finalmente atingem a idade adulta, os dois casam desafiando as barreiras sociais e essa união gera duas belas filhas. No entanto, os planos não se realizam, como eles haviam planejado, e a família se vê com dificuldades para pagar simples despesas.

Em um momento íntimo com suas filhas, surge então a ideia de iniciar o seu maior desejo e Barnum abre uma espécie de museu de diversidades. Seu negócio, contudo, fracassa, porém ele não desiste e ousadamente dá partida a um show com pessoas dos mais diferentes tipos. A partir disso, uma série de cenários começam a se desenrolar.





O Rei do Show (The Greatest Showman) é um filme dos roteiristas Jenny Bicks e Bill Condon que estreou nos cinemas brasileiros no final de 2017. Desde o momento em que o primeiro trailer saiu, senti vontade de conferir, apesar de não gostar de musicais. Demorei para ter uma oportunidade para de fato sentar e assistir e dias atrás finalmente consegui. 

Com uma playlist viciante e encantadora, performada pelos próprios artistas do filme, o primeiro fator da produção que me encantou foi a ideia bastante explícita dos sonhos como busca incansada pela felicidade. Acredito que ser feliz não está em trilhar um caminho e encontrar no final dele um baú com tudo aquilo que se deseja e foi interessante ver o modo como essa ideia foi trabalhada pelos roteiristas. Apesar de não seguir exatamente como eu penso, foi curioso assistir a imagem de P. T. Barnum conquistando o futuro que sempre sonhou, mas ao mesmo tempo desejando mais e devorando oportunidades que iam além do ansiado. Como se a sua felicidade ainda não tivesse sido alcançada, mesmo com todos os seus sonhos realizados.







Apesar disso, foi frustrante observar acontecimentos previsíveis e teve um momento que cheguei até mesmo a me distrair com outras coisas devido a essa situação. Saber de antemão qual será a consequência de determinada atitude do personagem acaba desmotivando um pouquinho. Além disso, várias atitudes do protagonista ao longo do filme fizeram com que eu desgostasse dele, mas isso não significa que não encontrei outro ponto positivo para salientar em relação à obra. 

O mais interessante de todo o filme O Rei do Show é o modo como eles tratam o ser diferente como algo extraordinário. Ser diferente é dado como algo que faz com que a magia ao seu redor aconteça e um "caminho" para a realização dos sonhos. Mesmo que isso tenha sido vislumbrado de uma forma idealizada, é importante tratar a respeito de assuntos como este.



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